segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bancários se reúnem, nesta segunda, para avaliar e intensificar a greve no Maranhão


Diante do silêncio dos patrões, que não retomam as negociações e se recusam a apresentar uma proposta decente para os bancários, a categoria maranhense se reúne, nesta segunda-feira (03/10) às 17h, na sede do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), para avaliar e ampliar a greve durante esta semana.

O Comando Nacional também se reunirá, em São Paulo, para definir os rumos da paralisação no restante do país.

A greve é crescente e atingirá todos os estados brasileiros com a adesão dos bancários de Roraima nesta segunda-feira. O movimento teve início, na última terça (27/09), após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial de 8% apresentado pela classe patronal, que representa apenas 0,56% de aumento real.

Mesmo após o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Estadual do Pará (Banpará) entrarem em acordo com os bancários ao oferecerem reajustes aceitáveis, o Governo Federal e os banqueiros mostram intransigência e não dão sinal de que vão retomar as negociações e encerrar a greve. Para os bancários, a única saída é pressioná-los, fortalecendo o movimento com o fechamento de mais agências.

Em todo o país, bancos públicos e privados estão paralisados. No Maranhão, destaque para a adesão histórica da rede privada na Capital e no Interior.

Os bancários do Maranhão reivindicam reajuste de 26%, valorização do piso, PLR igual a 25% do lucro líquido distribuído de forma linear, mais contratações, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e atendimento digno aos clientes.

Bancário: sua participação nessas reuniões é de extrema importância! A hora de lutar é essa! Participe!.

Fonte: SEEB-MA

Condsef questiona Conab na Justiça sobre representatividade de trabalhadores em negociações com a empresa

Nesta quarta-feira, 28, aconteceu audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que faz parte do processo de ação ajuizada pela Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e mais 16 sindicatos filiados contra a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O objetivo é buscar na Justiça o reconhecimento da legitimidade de representação da Condsef e suas filiadas nos interesses dos trabalhadores da Companhia. O motivo do processo é a recente recusa da atual direção da Conab em aceitar a participação das entidades que representam os trabalhadores legitimamente há mais de vinte anos nos processos de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2011/2012. Enquanto recusa as legítimas representantes dos trabalhadores, a direção da Conab instalou uma comissão que não tem aval para falar em nome da categoria.

Para piorar, a direção da Conab tomou a decisão arbitrária de acelerar as discussões do acordo coletivo de trabalho 2011/2012 apressando o início dos debates numa tentativa de dar um golpe nos trabalhadores da Companhia. Por isso, está sendo buscada na Justiça a comprovação de que esta comissão não tem legitimidade para negociar em nome dos trabalhadores. Os representantes desta comissão foram indicados por patrões e estão decidindo o destino dos trabalhadores sem a legitimidade necessária. Em contrapartida, Condsef e suas filiadas em nenhum momento precisam do reconhecimento da direção da Conab para participar de processos de negociação da Companhia, e sim do aval e reconhecimento legítimo dos trabalhadores que as entidades já possuem há mais de vinte anos.

Prorrogação do ACT assegurada – No dia 19 deste mês, o TST já tornou pública decisão favorável de outro processo requerido pela Condsef e suas filiadas em defesa dos trabalhadores da Conab. Com a decisão, o Tribunal assegurou e resguardou a prorrogação do ACT dos trabalhadores da Conab que havia vencido no último dia 31 de agosto. No protesto judicial acatado pelo TST, Condsef e suas filiadas defenderam que a data-base dos trabalhadores fosse assegurada uma vez que a Conab não avaliou a pauta de reivindicações para revisão do ACT que celebrará novo instrumento normativo para reger as relações de trabalho da categoria no período de 2011/2012. Esta ação também pode servir de base para o dissídio coletivo da categoria. A decisão é mais uma vitória da Condsef e os vários Sindsep´s localizados em todos os estados brasileiros, reconhecidos como representantes legais dos empregados da Conab.

Os trabalhadores da Conab devem seguir atentos às notícias. Em todo o Brasil, os trabalhadores da Conab vão continuar sendo defendidos pela Condsef e seus sindicatos filiados em questões trabalhistas e sindicais sempre que necessário. A continuidade de todo o processo envolvendo o acordo coletivo e reivindicações dos trabalhadores da Conab vai continuar sendo acompanhada e divulgada aqui em nossa página.
Fonte: Condsef

COMUNICADO IMPORTANTE

O SINDEDUCAÇÃO VEM A PÚBLICO COMUNICAR O RESULTADO DA AUDIÊNCIA REALIZADA NESTA QUINTA-FEIRA, NO GABINETE DA DES. NELMA SARNEY.

O MUNICIPIO NÃO APRESENTOU PROPOSTA DE PAGAMENTOS DOS RETROATIVOS DAS PROGRESSÕES VERTICAL E HORIZONTAL, BEM COMO DA AMPLIAÇÃO DE JORNADA DO GRUPO DE CORREÇÃO DE FLUXO.

DIANTE DESTA SITUAÇÃO, O SINDICATO VAI REQUERER O PRESSEGUIMENTO DA EXECUÇÃO.

A DES. NELMA SARNEY DETERMINOU A APRESENTAÇÃO DA RELAÇÃO DOS SERVIDORES BENEFICIADOS NO ACORDO, COM OS RESPECTIVOS VALORES, EM RELAÇÃO ÀS PROGRESSÕES VERTICAIS E HORIZONTAIS.

FICOU DETERMINADO, AINDA, QUE A PROCURADORIA DESIGNARÁ AUDIÊNCIA COM O PREFEITO, COM A MAIOR BREVIDADE POSSIVEL, PARA RESOLVER AS QUESTÕES PENDENTES.

A DIRETORIA




DA LUTA NÃO NOS RETIRAMOS!

No momento em que o cenário nacional não se mostrou favorável quanto à adesão de outras categorias ligadas à educação (FASUBRA e ANDES) ao movimento grevista hoje conduzido pelo SINASEFE, veio à tona uma nova configuração do movimento de luta que já ultrapassa 60 dias. Esta conjuntura que sugere um suposto isolamento fez com que o processo de aprofundamento de questões ligadas ao conjunto da categoria fosse desencadeado nas bases de modo integrado. Tal processo promoveu um avanço nas reflexões que pareciam não tão claras quando o movimento ainda se mostrava atrelado aos desdobramentos da conjuntura mais ampla.

Diante deste novo cenário, ao se deslocar o foco de gravidade analítico-reflexivo para o processo de expansão da rede federal de ensino, foi possível dar visibilidade à situação precária que marca este processo de norte a sul do Brasil, questões há muito denunciadas pelo GT Políticas Educacionais do SINASEFE. Este movimento permitiu comprovar que aquelas pautas reivindicatórias que apontavam para questões referentes à precariedade da expansão - aspectos estruturais mínimos que garantam o funcionamento da instituição educacional, com condições para o desenvolvimento das atividades administrativa e docente (ensino, pesquisa e extensão), que compreendem, por sua vez, salas de aulas adequadas, laboratórios equipados, servidores valorizados e motivados para o trabalho - elementos estes que tocam a todos.

Esta perspectiva de análise estimulou uma reconfiguração das estratégias de luta que, longe de enfraquecer o movimento, permitiu a redescoberta dos Institutos Federais, uma vez que passam por um processo de transformação significativo frente à expansão da rede que colocou na ordem do dia a necessidade de “olharmos para dentro”, revirar nossas próprias entranhas em busca de elementos que nos unem enquanto categoria. O resultado disto, destacamos, foi a confirmação de que, mesmo aquelas reivindicações das bases que aparentemente se mostravam como específicas, a cada contexto dado possuem uma transversalidade que não pode ser desprezada.

Fonte: Sinasefe

Regional de São Luís avalia proposta do governo na próxima quarta


A direção do Sinproesemma convoca os trabalhadores em educação para a assembleia regional de São Luís que será realizada nesta quarta-feira (5), às 16h, no auditório da Fetiema, Praça da Bíblia, para avaliação da proposta de reajuste salarial apresentada ao sindicato pelo governo do Estado.

A proposta do governo prevê reajustes diferenciados para as referências da tabela salarial dos professores. Para as primeiras doze referências, o governo propõe reajustes na faixa decrescente de 38,84 a 22%. Para as demais referências, da 13ª a 25ª, o reajuste proposto é de 20%, parcelados em três vezes, sendo a primeira parcela equivalente a 12%, já a partir de 1º de outubro, e o restante dividido em duas parcelas, nos meses de março e setembro de 2012.

O governo também propõe incorporação de 20% da Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) para todas as referências; estabelecer cronograma para implementar as progressões e titulações pendentes; descentralizar o atendimento das juntas médicas e retomar a discussão sobre o Estatuto do Educador para enviá-lo à Assembleia Legislativa, de acordo com o prazo definido no final da greve.

O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, lembra que a proposta final do governo, que será avaliada na assembleia regional, é fruto de uma trajetória de negociações entre o sindicato e o governo e também da luta dos trabalhadores, que realizaram 78 dias de greve no primeiro semestre desse ano e se mantiveram em estado de greve até o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo com a categoria.

Mesa de negociação

No início das negociações, o sindicato apresentou sua proposta de tabela, cobrando o reajuste do piso salarial, de 38,84%, para todas as referências da tabela e pagamento neste ano. O governo negou e apresentou sua contraproposta de 26% de reajuste, parcelados em quatro anos. Por outro lado, também houve resistência do sindicato, que reapresentou a tabela inicial. O governo recuou do parcelamento de quatro anos e apresentou outra proposta de reajustes diferenciados, de 38,84 a 22% para as doze primeiras referências, repassados integralmente aos salários em outubro deste ano, e de 20% parcelados para as demais referências, sendo 10% também em outubro e o restante sem prazo definido.

Mais uma vez houve resistência da direção do sindicato e o governo refez sua proposta, mantendo os mesmos percentuais, mas definindo prazos para o pagamento da diferença dos 20%: abril e outubro de 2012. O sindicato pediu novamente revisão da proposta e o governo ampliou o percentual da parcela inicial de 10% para 12%, mantendo os mesmos prazos para pagamento, com argumentos de limites orçamentários. Mesmo assim, o sindicato solicitou antecipação nos prazos de pagamento da segunda e terceira parcelas, e o governo estipulou na sua proposta final o limite máximo de março e setembro de 2012 para pagamento das parcelas.

Reajuste emergencial

O presidente do sindicato esclarece que a proposta é um reajuste emergencial, pois os ganhos maiores para os trabalhadores deverão ser garantidos com o Estatuto do Educador, onde haverá itens definidos para valorizar a carreira profissional. Ele explica também que a incorporação de apenas 20% da GAM não é o ideal, mas não representa perdas para o trabalhador. Além de receber, na remuneração final, a diferença da GAM não incorporada, os vencimentos básicos aumentam com os 20% incorporados e sobre eles incidem os percentuais de progressão (5%) e titulação (de 10 a 25%), que deverão ser ampliados com a aprovação do Estatuto do Educador.

Fonte: Sinproesemma